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08/04 - "VEJA" SEMEIA ÓDIO CONTRA MUÇULMANOS NO BRASIL

Por Abdul Haikal* 

A revista "Veja" tem se pautado por uma trajetória sombria, fazendo de suas páginas semente do sectarismo religioso, que tenta plantar entre os brasileiros.   Abandona o pódio de grande veículo de comunicação assumindo a postura  panfletária de um mercador que vai à rua oferecer o medo e o terror como produto de ocasião para incautos transeuntes.

Com redações e textos "estéticos" maquiando a verdade com meias verdades e roteiros de filme americano, a "Veja" tenta subir o gráfico de suas vendas enquanto desce a ladeira do descrédito embalada pela  parcialidade jornalistica.   A apelação sensacionalista não mede consequências ao  mergulhar seus leitores  em medos imaginários a partir de fatos corriqueiros reais ou irreais, estampando em sua capa folclóricos personagens, típicos do cinema mudo, mas sem a sutileza e a graça  do grande mestre Charles Chaplin.


Uma delas foi a matéria publicada na edição nº 1870 com o título "Os Madraçais (sic) do MST"  que entre outras pérolas do jornalismo da desinformação  afirmava: "Assim como os internos muçulmanos, as escolas dos sem-terra ensinam o ódio e instigam a revolução contra os infiéis .  No caso os infiéis somos todos nós".   A frase revela a o esforço de separar o mundo em dois grupos : "nós e os muçulmanos inimigos". Com deplorável desonestidade intelectual, "Veja" distorce a verdadeira natureza do islã e revela  desconhecimento do significado de palavra de origem árabe "madrassi", que traduzida para o português significa "escola".

A matéria mirava no MST mas atirava no islamismo, dando como fato consumado, como verdade absoluta a suposta  belicosidade da religião islâmica que estaria contida na grade escolar.  De forma subliminar,  "Veja" incentiva a desconfiança e o ódio contra o islamismo,  apresentando-o como ameaça aos não islâmicos no Brasil, país eminentemente católico.   Os editores da revista abraçam o ridículo afirmando que "O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra criou sua versão das madraçais - internatos religiosos muçulmanos em que crianças aprendem a recitar o Corão e dar a vida em nome do Islã."  De forma leviana e irresponsável "Veja" dissemina para seus leitores a ideia que escolas em países de maioria islâmica induzem suas crianças á prática de suicídio em nome de teses e conceitos religiosos, associando esta prática ao conteúdo do livro sagrado dos muçulmanos.

Em suas edições para satanizar a segunda maior religião do mundo, a Editora Abril tem ignorado a própria história da humanidade  que revela um islã marcado pela  tolerância e pelo respeito á diversidade cultural das nações sob domínio islâmico como na Penisula Ibérica,  quando registrou um período de florescência,na arquitetura, arte,musica,comércio e na livre prática de todas as religiões.   Andaluzia e Córdoba foram berço da diversidade cultural da humanidade no período das trevas da idade média.   O islamismo contemporâneo continua mostrando a grandeza da criação divina , o ser humano ,com as  fantásticas realizações de Abu Dhabi e Dubai nos Emirados Árabes onde 80% dos moradores são estrangeiros vindos dos quatro cantos do planeta. O Islã é a religião que mais cresce no planeta, talvez porque um dos preceitos alcorãnicos mais importantes seja  justamente a tolerância e o respeito á cultura de outras nações.


Estudei até os sete anos de idade na Síria.   Filho de pai islâmico "sunni" e mãe brasileira católica minha "madrassi" era um colégio católico tradicional na cidade portuária de Tartous dirigida por freiras fransicanas.  Lá existem madrassi's públicas e particulares podem ser alauitas, católicas, muçulmanas, judias ou batistas.    Existe "madrassi" de música","madrassi" de arte, "madrassi" de dança ,"madrassi" de teatro,etc...

Madrassi ou escola é palavra universal, que lembra educação, usada por todas as nações, cada uma em sua respectiva língua.  Madrassi só é sinonimo de ódio religioso no dicionário da revista "Veja".

Visitei "madaris"  nos acampamentos de refugiados palestinos "Mie bil Mie" (100%)  e  "Ayun Helue" (olhos bonitos) na cidade da Saida no sul do Líbano.  Nas madrassi's palestinas estudavam crianças católicas,muçulmanas e agnósticas.  Inteligência de um povo sofrido que não embarcou no sectarismo religioso para evitar  a desintegração de sua identidade e sua cultura,maior elo de sua unidade nacional , já que o território lhes foi tomado.

Bem que a "Veja" podia aprender com o sofrimento alheio.

Na primeira semana de abril nova edição da revista "Veja" estampando sua quixotesca "cruzada tupiniquim" que tenta importar e semear o sectarismo religioso no Brasil.   Com texto tão pobre quanto suas intenções a revista usa o velho e surrado clichê de apresentar  "personagens maquiados " para encaixar no sensacional título da reportagem, acrescentando  "recheio" bombástico a fato trivial , que o genial Nelson Rodriguez chamaria de "o óbvio ululante".


Na última edição com titulo "A Rede do Terror no Brasil" a revista relata a existência de uma "célula terrorista" em nosso país, e para dar credibilidade às suas afirmações, se agarra em   relatórios de investigação do FBI e da CIA, mesmos órgãos que investigaram e localizaram armas de "destruição em massa" usados como argumento para  justificar a invasão do Iraque.

Oito anos depois, 4.000 soldados americanos e mais de um milhão de iraquianos mortos, ninguém achou as "armas de destruição em massa".   Os EUA estão procurando até hoje...só acharam petróleo!


A primorosa matéria da "Veja" postada no alto começa com: "Khelled Hussein nasceu em 1970,no leste do Líbano. Seguidor da corrente sunita do islamismo, prestou serviço militar. Depois, sumiu. No inicio dos anos 90, reapareceu em São Paulo."  Quanto mistério!

Khaled   nasceu na década de 70 ,"sumiu "depois de prestar serviço militar" e  "reapareceu nos anos 90"?  Hora, o serviço militar no Líbano é prestado até os 20 anos de idade,   Khalled,que segundo a revista nasceu em 1970 em 1990  tinha 20 anos de idade! Ele reapareceu no inicio dos anos 90. Aí fica uma pergunta: afinal quando foi que ele sumiu?


Todos os árabes que conheci no Líbano tem paixão pelo Brasil.  Khalled não é diferente.

Lá no leste do Líbano ele "sumiu" ?  A revista Veja esteve no leste do Líbano e descobriu que ele tinha sumido?

Estive no leste do Líbano na cidade de Baalbek no vale de Beeka ,de maioria xiita. Estive nas montanhas Chouf, território dos Drusos, em Tripoli no norte e nas encantadoras localidades de June e Biblos, redutos predominantemente católicos.  Também circulei nas partes oriental e ocidental de Beirute em 1982, 83, 84 e 87 compartilhando dos sonhos de paz do povo libanês e das generosas refeições feitas  em bandejas de cizal onde traziam a saborosa  comida árabe. As conversas que assumiam ares filosoficos giraram em torno da origem do vento,da vida e da derrota da seleção brasileira para Itália com 3 gols de Paulo Rossi, sem falar nos  efeitos medicinais de azeitona ou da beleza das montanhas e desembocavam em piadas e grandes gargalhadas. É um povo que ri,chora,dança,canta, ama e é amado como todos as  nações da terra. A marca daquele povo é a  hospitalidade.   Ser brasileiro nos países árabes garante a qualquer um  tratamento  vip dado ás celebridades. 

Mas ,aqui,em terras tupiniquins , quem transforma anonimos da multidão em celebridade é a revista da Editora Abril.  Foi o que fez com Khelled Ali ,que posou sorridente para o fotografoda "Veja" diante da perspectiva de fazer propaganda gratuita de sua lan house, como bom árabe que é. De graça, Khaled, pega até onibus errado. Segundo a revista, "Ali reapareceu em São Paulo na década de 90 casou-se teve uma filha. Graças a ela ,obteve, em 1998,o direito de viver no Brasil. Mora em Itaquera,na zona leste paulistana,sustenta sua família com os lucros de uma lan house".   Esta história pode se enquadrar perfeitamente na vida dos próprios donos da Editora Abril judeus que conheceram os horrores da intolerância e da perseguição ,que hoje, a revista "Veja" tenta disseminar. 

Milhões de imigrantes de origem árabe abriram um negócio no Brasil, casaram, tiveram filhos com  brasileiras e fincaram suas raízes neste país.  Milhões de brasileiros poderão  olhar para o vizinho ao lado e encontrar alguém com o perfil do personagem que "Veja" tenta  rotular como "terrorista".

A matéria envereda pelos caminhos do imponderável e do humoristico quando afirma: "Ali leva uma vida dupla. É um dos chefes do braço propagandístico da Al Qaeda, a organização terrorista comandada pelo saudita Osama Bin Laden".   Ele é dono de uma lan house e certamente deve  trabalhar com computador,como faria um açogueiro que trabalha com carne, o padeiro com pão ou um nomade com seus camelos. A CIA, FBI, Tesouro americano e o  "Inspetor Closeau" que além de trabalhar com a pantera cor de rosa presta serviços para a revista chegaram a "óbvia" conclusão publicada pela Veja.

O problema é que o raciocínio lógico não fecha a conta! Bin Laden que tem 10 vezes mais dinheiro que a Editora Abril , poderia ter contratado um publicitário ou um jornalista que goza de intimidade com a lingua portuguesa para fazer propaganda da Al Qaida. Mas este tal de Osama (Mister) Bin Laden deve ser amador ou mal assesorado,  foi contratar logo um libanes de sotaque carregado que mal pronuncia algumas palavras em portugues para fazer propaganda no Brasil!??   Pior ,o cara virou capa da revista Veja ,estampando no rosto um largo sorriso de quem vai divulgar seu negócio para o Brasil inteiro. Ele está mais para um comerciante sortudo do que para um terrorista da Al Qaeda.  Imaginem o Khaled Ali  falando: " Brimo fala pro titia bassa la no meu casa, bra come a beru na natal".   Ou ainda falando em código ao fazer fézinha no jogo do bicho para levantar dinheiro para a organização terrorista: "Nós vai joga na bicho que começa com o letra "b". Todo mundo da organização joga na borboleta". Só ele joga na "beru".

Agora estou preocupado.   Diante deste teclado, nome, descendencia árabe e islâmica, dono de computador expressando indignação com os irresponsáveis que semeam ódio religioso em território brasileiro, eu seria enquadrado no grupo de "suspeitos" de "envolvimento com terrorismo", segundo os critérios da "Veja".

A seriedade que a revista tentou dar a esta última publicação,certamente foi levada em conta pelo Ministério Público Federal.  Foi por isso que o MPF mandou  soltar o "brimo" Khalled Ali e arquivar o processo.

Para frustração de "Veja" revista conhecida em Minas Gerais como "Óia" 

Mas o que entrará para o anedotário jornalistico é sem dúvida a pérola publicada pela Veja que acusa um árabe muçulmano de "disseminar ódio contra judeus e negros"! Negros? Como assim? Que vergonha para a Editora Abril e para a revista "Veja". Usar a bandeira da tolerância para incitar a intolerancia religiosa e racial no Brasil.

Mais de 80% dos islamicos no mundo são negros.  Sudão, Argélia, Tunisia e Somália são alguns das dezenas de países de população árabe-negra muçulmana do mundo. É como alguem dar tiro no próprio pé. O personagem na capa da revista "Veja", Khalled, não me parece um branquinho de olho azul....
Esta revista não se corrige. Depois, reclama das campanhas de movimentos sociais que a acusam de mentirosa e manipuladora.

Veja foi protagonista da maior farsa jornalística da história do Estado da Bahia quando transformou um traficante de drogas conhecido como Luís Henrique Franco Timóteo em celebridade, bublicando fantasiosa versão de que um "ataque de bioterrorismo" teria disseminado a praga da vassoura da bruxa nas  plantações  de cacau no sul da Bahia na década de 90.  Segundo a matéria da "Veja" Luis Henrique Franco Timóteo que seria militante de esquerda teria se reunido com um grupo do PT para "destruir as elites economicas do cacau que davam sustentação aos seus adversários politicos"

Na inverossímil versão, Luís Henrique com outros personagens, incluindo o ex prefeito de Itabuna Geraldo Simões atualmente Deputado Federal pelo PT da Bahia, teriam viajado até Rondônia para buscar os fungos de vassoura de bruxa e uma vez retornando á Bahia teriam espalhado o fungo nas plantações de cacau.   A fantasiosa versão foi desmentida por biólogos e especialistas que provaram a impossibilidade técnica de contaminação das plantações de cacau através deste processo. A revista foi processada pelo Dep. Geraldo Simões que desmentiu o factóide midiático .

Mais tarde descubriu-se que tudo não passava de uma farsa, com objetivos politico eleitorais, que renderam uma "graninha" para o traficante de drogas. Luis Henrique junto com a homicida Sandra Cássia Souza de Oliveira Santos, mãe do ex goleiro Bruno do Flamengo, fraudaram escritura de um terreno na localidade de Santo André em Santa Cruz Cabrália -Bahia para tentar surrupiar o terreno deste que vos escreve.

Ao ler a revista "Veja", conhecida como "Óia" em Minas Gerais...veja bem...!!

* Abdul Haikal é consultor e microempresário de Duque de Caxias (RJ)

 

 

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