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14/07 -
O NASCIMENTO DE HUSSEIN (a.s.) E A LUZ DO ISLÃ
Calorosas felicitações a todos os crentes, especialmente os seguidores de AhLul Beit (Os Descendentes Infalíveis do Profeta Muhammad), por ocasião do aniversário de nascimento do Imam Hussein (que a paz esteja com todos eles), neste dia 3 de Shaaban de 1431 A.H. (15 de julho)! Parabéns a todos os amigos e apoiadores da Escola de Justiça e Paz,por ocasião do nascimento do "Senhor dos Mártires”, Imam Hussein (a.s.)!. O nascimento de Imam Hussein (a.s.) marca o início de uma série de lutas dos oprimidos para conseguir a liberdade e os mais nobres sonhos acalentados. Liberdade usurpada pelos impérios do mal e opressores ao longo da história. Na figura do Nobre Imam Hussein (a.s.), as palavras do Profeta Muhammad (S) atingiram o seu ápice. Hussein ibn Ali (a.s.) foi o segundo filho de Ali ibn AbiTalib (a.s.) e Fátima Zahrá (a.s.). Quando foi dada ao Mensageiro de Deus (S) a notícia do nascimento do pequeno, ele foi à casa de sua amada filha (a.s.) e pediu a Asma' para levá-lo ao recém-nascido. Ela embrulhou o bebê em um pano branco e colocou-o nos braços de seu avô (S), que prontamente pronuncou o Adhan (a primeira chamada para a oração) na orelha direita do seu neto amado e, em seguida, a Iqamah (segunda chamada) na orelha esquerda. Sete dias após o nascimento, o Arcanjo Gabriel (a.s.) apareceu e disse ao Profeta (S): "Saudações de Allah a ti, ó, Mensageiro do Islã! Chama esse pequeno como era chamado o filho de Aarão, Subair, ou seja, Hussein, já que Ali é para ti como Aarão era para Moisés, com a única diferença de que tu és o último profeta." Em árabe, quando uma palavra tem o mesmo peso que outra, isso significa que ambas têm o mesmo número de consoantes e as vogais são as mesmas. Subair tem o mesmo peso que Hussein. Estes nomes são derivados da mesma raiz e significam “Bondoso”. Apesar de ambos os Imames, Hassan (a.s.), o mais velho, e Hussein (as.), serem filhos de Ali (a.s.), o Profeta (S) os considerava como seus filhos e nunca se referiu a eles como seus netos. Toda a infância destas nobres crianças transcorreu entre Muhammad (S), Fátima (a.s.) e Ali (a.s.), tomando-lhes o conhecimento do Islã mais puro ao qual qualquer um poderia aspirar. Esse fato é importante porque revela o sentido profundo do Islã e seu verdadeiro propósito, que só poderiam ser compreendidos por eles. O evento de Karbalá foi o ápice da vida e Hussein e deu-lhe sentido. No entanto, este evento foi precedida por um silêncio inevitável. Este silêncio foi obra do Imam Hassan (a.s.), que assumiu a liderança (Imamato) antes de Hussein (a.s.). Ele alertou que as forças islâmicas não detinham, ainda, os elementos necessários para enfrentar o inimigo e, portanto, decidiu estabelecer sua pregação pelo silêncio, por meio de mensagens e exortações que permitiram ver claramente a intenção de seus adversários, em contraste com o propósito divino, encarnado nos descendentes de Muhammad (S), o Nobre Mensageiro de Deus. Esse silêncio estava destinado a quebrar-se apenas com o sangue de Hassan (a.s.), como um símbolo do esgotamento de todos os meios pacíficos para alcançar os ideais de Deus. Ao aceder Hussein (a.s.) ao Imamato, o nível de descontentamento popular com a corrupção era tão grande que foi necessária uma Revolução em todos os níveis. A Revolução tinha um único propósito, " despertar consciências adormecidas" e chamar os homens para o estabelecimento de uma ordem social justa e equitativa. Este projeto, sem precedentes na história humana, era o resultado prático dos ensinamentos proféticos, um movimento que até então as comunidades haviam rejeitado. O Xeique Mufid, em seu livro "Kitabul Irshad", na seção dedicada à Hussein (a.s.), relata o incidente detalhadamente. Nossos leitores acharão gratificante saber que há uma cópia deste livro em espanhol, intitulado "Imam Hussein (a.s.), a luz que não se apagou”, publicado pela Fundação Cultural Oriente (http://islamoriente.com). A razão para o movimento de Hussein foi denunciar o governo de Yazid, que se manifestou contra o Islã. Outro de seus objetivos principais era cumprir “Al-Ambr bil Ma'ruf”, ou seja, “Ordenar pelo Bem) e “Annahi anel Munkar”, ou seja, “Proibir o Mal”, propugnando o fim da opressão, crueldade e injustiça. “O meu objetivo é proteger o Alcorão Sagrado e reviver a religião de Muhammad (S)”, dizia o Imam Hussein (a.s.). Esta foi a tarefa que Deus havia ordenado cumprir, ainda que fosse necessário oferecer o seu sangue, de seus pares e de seus filhos e família. No caminho para Karbalá, disse Hussein (a.s.): "Aquele que está pronto para oferecer sua vida pelo mesmo motivo que eu e está preparado para se encontrar com seu Senhor, venha comigo!” Portanto, diz o Imam Sadiq (a.s.): “Cada dia é 'Ashura’ e cada lugar é Karbalá". Diz também ele que “O Islã surgiu pelo Profeta (S) e manteve-se por Hussein (a.s.)”. Então, estamos convencidos de que se ele não tivesse sido martirizado, não teria sobrevivido o Monoteísmo na terra. Sua morte atingiu na cabeça a letargia e os corações dos membros da comunidade islâmica, permitindo assim preservar a semente do verdadeiro Islã. Seu sangue derramado hoje revive o espírito dos muçulmanos em todo o mundo. Durante seus 56 anos de vida, cheia de amor, pureza e devoção, Hussein (a.s.) sempre teve o cuidado de espalhar a missão profética de Muhammad, o Mensageiro Islã (BPD), com uma profunda compreensão, além do que podemos ver e entender. Hussein (a.s.) se dedicava a realizar a oração, louvar o seu Criador e ler o Alcorão Sagrado. Às vezes, no decurso de um dia, realizava centenas de ciclos de oração (ou rakaat). Mesmo na última noite de sua vida, não parou de invocar e louvar a Deus, e aparece em muitos documentos históricos consta que, neste dia, pediu uma trégua a seus inimigos para não ser em privado de estar com o seu Criador. Este é o verdadeiro Islã, que apareceu sobre a terra para estabelecer um sistema de justiça, quando os supostos reis cristãos realizavam guerras cruéis e políticas de expansão, quando apenas ter uma religião diferente era o suficiente para que as pessoas sofressem pena de morte, neste preciso momento apareceu o Islã na face da terra. O movimento de Hussein (a.s.) foi a chama para esta luz chamada Islã não perdesse a sua pureza original. Caso o martírio doloroso e o grande épico de Hussein (a.s.) não tivessem acontecido e Yazid tivesse sido reconhecido como o sucessor do Profeta (S), ninguém dúvida que hoje, devido à corrupção e lassidão de Yazid, quando as pessoas ouvissem falar do Islã, odiariam esta religião. Os seguidores da escola de Imam Hussein (a.s.), ao longo dos séculos, foram perseguidos pela monarquia e vilipendiados pelos chamados ulama’ (“sábios”) a serviço dos opressores. Mas, nada disso foi suficiente para apagar a chama que o neto do Grande Profeta acendeu em nossos corações. A República Islâmica do Irã, a luta do Hizbollah no sul do Líbano e a heróica resistência do Partido Hamas na Palestina encontram sua origem no épico de Karbalá. O povo amante da paz deve ser bem informado, para que com suas ações e declarações de apoio generoso contribuam para uma melhor compreensão do Islã. Pensamos que o tema do Imam Hussein (a.s.) pode ser um começo auspicioso. In Sha’ Allah, é uma vitória para aqueles que seguem o caminho do Imam (P).
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