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10/07 - AS RECONHECIDAS VIRTUDES DO IMAM MUSSA AL-KAZIM (a.s.)

Em memória do martírio do Imam Mussa Al-Kazem (a.s.), lembrado no dia 25 de Rajab (7 de julho), saudamos a toda a Nação Islâmica, rogando a Allah para que nos faça dignos de sermos Seus seguidores, fieis ao Seu Mensageiro, Hadhrat Muahmmad (S) e a sua Purificada Descendência (a.s.).

Tal era o conhecimento e a superioridade do Imam Mussa Al-Kazim (a.s.) que nenhum estudioso de sua época ousou competir com ele. Ele realizou muitos debates e discussões com especialistas hostis, mas todos eles encontraram a humilhação e derrota.

Certa vez, o califa Harun Arrashid veio a Meca para o Hajj. No momento do Tawaf (circunvolução à Caaba) ordenou que ninguém o acompanhasse. Mas, logo veio um rapaz e começou também a realizar o Tawaf. Um soldado disse-lhe para se afastar do califa. "Por que eu deveria ficar longe? Esta é a casa de Deus", disse o jovem."Aqui os moradores das cidades e dos povoados são iguais."

Ouvindo isto, Harun parou o soldado e continuou seu Tawaf. O rapaz estava andando na frente dele. Quando Harun queria beijar a Pedra Negra, o jovem adiantou-se e beijou-a antes dele. Da mesma forma, quando queria rezar no Local de Abraão, o menino seguiu em frente e realizou a obrigação antes que Harun o fizesse.

Depois de terminar a sua oração, o califa enviou seus soldados para chamar o joven. O rapaz disse: "Por que eu deveria ir com ele? Se ele quiser conversar, deveria vir aqui." O servidor real relatou estas palavras ao califa. Harun foi ter com o jovem e ambos mantiveram a seguinte conversa:

Harun: Eu vou fazer-lhe algumas perguntas e se você não responder adequadamente, o punire severamente.

Rapaz: Você me perguntará para provar-me ou ganhar conhecimento?

Harun: Para obter conhecimento.

Rapaz: Então, sente-se como um aluno se senta na frente de um professor.

Harun: Diga-me, quantas coisas obrigatórias segundo as leis religiosas?

Rapaz: uma, cinco, dezessete, trinta e quatro e noventa e quatro, em seguida, uma em cada doze, uma em cada quarenta, quarenta em duzentas, uma vez na vida e outra no lugar de um.

Harun (rindo): Glória a Deus! Eu te pergunto sobre obrigações religiosas e você me fala sobre fórmulas matemáticas!

Rapaz: A base da religião e do mundo está na matemática. Se não, então por que Deus contaria as pessoas no Dia do Juízo?

Harun: Está bem. Mas, explica-me o que você disse. Caso contrário, eu vou te matar entre Safa e Marwah.

(Então, um de seus oficiais, disse: “Oh, califa! Este é o Santuário de Deus. Não tente matar o jovem”. Ouvindo isto, o jovem riu muito)

Harun: Por que você ri?

Rapaz: Eu não sei quem é mais estúpido. Um deseja afastar a morte que está determinada para  o outro e outro quer chamar a morte para alguém que ainda não está a ponto de morrer.

Harun: Enfim, o que você ganha ao falar dessa maneira? Agora, explica a sua declaração.

Rapaz: Quando eu disse que existe uma obrigação, é a religião do Islã. Porque para além dela não há nenhuma outra religião aceitável por Deus. Quando eu disse “cinco”, me referia às cinco orações obrigatórias e "dezessete" é o número de suas rakaa (unidades). "Trinta e quatro" é a soma total de prostrações, dois em cada Rakaa. Noventa e quatro obrigações marca os noventa e quatro Takbir (“Allahu Akbar”), que são recitados em cada rakaa com cada inclinação (ruku’) e prostração (sajdah). E um em quarenta é Zakat. Como um em 40 dinares está sujeito a ser dado em Zakat. "Um em cada doze", significa um mês de jejum para os doze meses do ano. E "quarenta de duzentos" significa o Khums. Isto é, se você poupar 200 dirhams depois de descontar as despesas anuais, você tem que pagar como Khums quarenta dirhams e ninguém, exceto o Profeta, é melhor para isso. "Uma vez na vida" é o Hajj, a qual é obrigatória uma vez na vida. "Um no lugar do outro" é o preço por alguém que é injustamente morto. Trata-se de que o assassino está sujeito à pena capital.

Ouvindo esta resposta, Harun ficou surpreso e mandou trazer um saco de moedas de ouro, como recompensa ao jovem por ter respondido.

Rapaz: Isto é por ter resolvido o problema ou para obter algum benefício?

Harun: Para obter um benefício.

Rapaz: Muito bem! Agora eu lhe faço uma pergunta: Se você responder corretamente, distribuiremos estas moedas aqui; caso contrário, você vai me dar outro saco e eu distribuirei as moedas entre as pessoas da minha tribo e minha comunidade.

Harun: Muito bem!

Rapaz: Diga-me: quando a cria de Khanshaw Mushkill (um tipo de verme) nasce é alimentada por seu pai com os grãos ou alimentada por sua mãe?

Harun: É surpreendente que me faça essa pergunta!

Rapaz: O Profeta (as bênçãos e a paz estejam com ele e sua descendência) disse: “Quando uma pessoa é o chefe de uma comunidade, a ela é dado o mesmo tipo de intelecto. como você é o chefe da nação neste momento, você deve ter um maior conhecimento nesta matéria.

Harun: Diga-me qual é a resposta correta, porque eu ignoro esta questão. E leva o saco de moedas de ouro também.

Rapaz: Quando Deus Todo-Poderoso criou a terra, Ele criou muitas criaturas rastejando nela, que foram formadas do próprio solo. Quando uma cria nasce, a mãe não o alimenta e ela não é alimentada por grãos. Pelo contrário, sua vida é o solo. É a mesma condição deste verme.

Em seguida, o rapaz pegou os dois sacos de moedas de ouro e as distribuiu aos necessitados, no mesmo lugar. Harun perguntou o nome daquele rapaz a algumas pessoas. Alguns, então, lhe disseram: Imam Mussa Kazim (a.s.)

Harun disse. Como não poderia ser? Tais são os frutos de uma árvore majestosa!

A Pergunta de Hisham

Um dia, Hakam Ibn Hisham perguntou ao Imam Mussa Kazim (a.s.): "Por que há sete Takbirs ("Allahu Akbar") no início das orações? E por que são recitados em prostração (Sajdah) "Glória a Deus, o Grande, louvor a Ele" e "Glorificado seja Deus, o mais elevado, louvado seja?"

O Imam (a.s.) disse: "Quando o Santo Profeta (as bênçãos e paz esteja com ele e seus descendentes) foi à Noite da Ascensão (Me’raj), as cortinas começaram a abrir ao lado de seus olhos. Quando a primeira cortina se moveu, ele disse “Allahu Akbar”. Quando a segunda se moveu, recitou: “Allahu Akbar”. Da mesma forma, ele recitou os sete Takbirs com a abertura de cada cortina. Depois disso, quando ele viu a Glória Divina, começou a tremer e curvou-se, dizendo: "Glorificado seja Allah, o Grande, louvor a Ele", quando ele se postou para fazer a inclinação (ruku), a Glória Divina se manifestou e ele caiu prostrado, dizendo sete vezes em Sajdah: "Glorificado seja Allah, o Altíssimo, louvado seja." Então, o tremor de seu coração parou.

Fonte: Extraído do livro “Moralidade e Costumes dos Santos Imames” (Ahlaq-e-Aaimma'), de Maulana Sayyed Safar Hassan Amrohi.

Tradução ao espanhol por Fabiana Ríos para U.M.M.A.

Tradução e edição para o português: Ibei

 

 

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