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05/07 - NAÇÃO ISLÂMICA LAMENTA PASSAMENTO DO AYATOLLAH MUHAMMAD HUSSEIN FADLULLAH

"Quando morre um sábio (álim), ocorre uma fissura no Islã que nada, em absoluto, pode preencher."

Os corações dos muçulmanos do mundo inteiro choram com pesar e profunda tristeza. O Marja’Taqlid Ayatollah Muhmmad Hussein Fadlullah (FOTO), líder, pai, autoridade religiosa, renovador, orientador e ser humano de alta estirpe nos deixou. No momento em que mais se precisa dele, este grande homem morreu, deixando nos corações daqueles que o amam uma dor que incorpora todas as tragédias da história.

Ele foi embora com as orações e a lembrança de Deus nos lábios e a causa da Nação em seu coração.

Finalmente, seu coração parou depois de 75 anos, investidos na luta pela causa de Deus, bem como na jurisprudência, renovação, abertura e comprometimento pela causa da Nação e confronto a todos os poderes da arrogância e tirania ...

Ele foi embora, depois de uma vida abraçada à Causa do Islã, como um pensamento em movimento, uma metodologia e um compromisso com todos os domínios da vida. Ele se foi dizendo: "Estes são os meus desejos. Nunca tive qualquer desejo pessoal. Eu vivi toda a minha vida e me esforcei para ser um servo de Deus, de Seu Mensageiro (s.a.a.a.s) e de sua Família, bem como do Islã e dos muçulmanos."

Seu conselho mais importante para os muçulmanos, antes de sua morte, foi preservar o Islã e a unidade da Nação Islâmica, pois ele acreditava que a arrogância não seria derrotada a menos que os muçulmanos se unissem e apoiassem uns aos outros.

Ele foi, com sua mente e alma radiante, uma referência, um guia e um conselheiro para todos os movimentos no mundo árabe e islâmico, que foram inspirados por seu pensamento e metodologia.

Sua integridade e originalidade levaram-no a estabelecer um método de diálogo com o outro, entendendo que a verdade é a filha do diálogo.

Abriu-se a todas as pessoas, encarnando o diálogo em seu movimento, pensamento e vida inteira, longe de slogans e da falta de qualquer conteúdo realista.

Ele experimentou o Islã com plena consciência da responsabilidade que tinha, mantendo-se na linha da justiça, que deveria sempre ser seguida. Ele foi o líder que lançou movimentos de resistência, que inspirou seu pensamento a partir do espírito de confronto à injustiça, oposição e firmeza diante da opressão, apoiando sempre os movimentos que foram capazes de alcançar grandes conquistas e vitórias, tanto no Líbano quanto na Palestina.

Suas principais preocupações e prioridades sempre foram os grandes problemas dos árabes e muçulmanos, sabendo-se que a Palestina era a sua maior preocupação, desde a sua tenra idade até seu último suspiro, porque ele sempre dizia: "Não vou descansar até que a entidade sionista caia ".

Sua Eminência foi uma marca de destaque na instituição da autoridade religiosa, reocupando-se com as dores da Nação e suas ambições... Na verdade, esta instituição orienta o povo para a luz, afastando-a do atraso e se responsabilizando, lado a lado com o povo, pela construção do futuro. Ele confrontou todas as formas de exagero, de mito, de Takfir, guiado pelo caminho do Mensageiro de Deus (s.a.a.s.) e sua Família Purificada (a.s.).

Armado com piedade e retidão, Sayyed Fadlullah sempre se colocou contra as contendas entre os muçulmanos, pois ele entendia que estas lutas comprometem a existência do Islã, resultando da estreita visão e dos atos sectários dos fanáticos. Ele também exortou a Nação a, de forma consciente, postar-se ao lado dos eruditos religiosos, aconselhando as pessoas a temerem a Deus. Ele considerava que quem dissemina as dissensões entre os muçulmanos tem o objetivo de destruir a unidade, assumindo o papel de traidor de Deus e Seu Mensageiro, mesmo que faça seus jejuns e orações...

Ele sempre se esforçou para se certificar de que as relações entre muçulmanos e cristãos fossem baseadas em "termos comuns" e na compreensão sobre as questões de mútuo interesse. Sayyed Fadlullah foi um grande defensor do desenvolvimento das relações entre ambas as religiões, com base em concepções morais e humanitárias que participassem da elevação do status do homem em todos os níveis, enaltecendo o valor da justiça em face de todas as formas de opressão.

Na verdade, ele adotou o Alcorão como base para sua metodologia e jurisprudenciais ativista e missionária, considerando o Alcorão como o “Livro da Vida”, que só poderia ser realmente entendido pelo estudioso sincero e pelas pessoas inovadoras...

O Sayyed Fadullah era conhecido por sua modéstia, humanitarismo e suprema moral missionária. Seu coração abrangeu aqueles que o amavam e os que não o amavam igualmente, e ele costumava aconselhar todas as pessoas: "Amai uns aos outros, pois o amor é o que autentica e permite que um ser humano seja criativo e produtivo... Juntem-se no amor, eliminando a distância pessoal, regional, as considerações partidárias e sectárias... Vamos todos nos encontrar e reunir, sob a sombra de Deus, em vez de discordar em seu nome ... ". Isso só pode significar que o seu coração puro não tinha ressentimentos ou rancores em relação a ninguém, pois ele sempre repetia : "A vida não pode ter maldade, pois a maldade é morte e a vida é amor..."

Além disso, ele acreditava no papel das instituições, que ele considerava serem o principal e mais essencial pilar da civilização, para o surgimento de cada nação e sociedade ... Assim, ele estabeleceu a construção de centros de desenvolvimento e difusão do conhecimento, o que representou um refúgio e abrigo para os órfãos e os necessitados, um oásis de ambições e esperanças para os deficientes físicos, um farol para os ensinamentos, apontando para um horizonte amplo e aberto, um paraíso de segurança para os doentes e os idosos...

Sayyed Muhammad Hussein Fadlullah foi um verdadeiro mestre! Sua casa foi e continuará a ser o destino de quem busca o conhecimento e de quem está em necessidade, atendendo ao chamado do "amor" para com as pessoas, todas as pessoas. Este foi seu clamor eterno.

Os pobres e os oprimidos estavam mais perto de seu coração. Ele instilou na juventude uma esperança de aspiração, orientado-a dotar-se de cultura e conhecimento...

O coração que encheu o mundo inteiro com o Islã militante e consciência missionária, derramando amor infinito sobre toda a humanidade até o último suspiro... Esse coração descansou em paz...

Ó, querido Sayyed! Seu corpo puro descansou, enquanto nós continuamos a aspirar alcançar todas as esperanças e ambições, na construção do presente e do futuro da Nação Islâmica...

Você nos deixou, após ter confrontado todas as conspirações, ameaças, campanhas de distorções e tentativas de assassinato, fossem elas físicas ou morais... Você superou tudo isso e preservou a pureza de sua mente, coração e alma...

Ó, Abu Ali! Você nos deixou, mas seu nome continuará a ser abençoado na curva da consciência, mente e coração da Nação. Ó, Sayyed, você nos deixou, mas ainda vai continuar presente, animando-nos pelo seu pensamento e metodologia, influenciando a vida do nosso presente e das futuras gerações.

O corpo do Sayyed se foi, mas seu pensamento e alma ficarão conosco! O país que ele amava e fez todos os esforços para servir vai continuar a marcha da consciência que ele expôs, ao longo de sua vida.

Queridos irmãos! Oferecemos nossas condolências a toda a Nação Islâmica pela morte deste grande estudioso, acadêmico e religioso, este grande missionário, pioneiro e lutador. Nós prometemos a Deus, e nós prometemos a você, Vossa Eminência, que prosseguirá a marcha cujas bases você estabeleceu, que executaremos a sua vontade e atenderemos ao seu convite de defender a nação, defender a sua unidade e manter o humanitarismo da Mensagem.

"Ó, alma que parte em repouso! Volta para o teu Senhor, satisfeita (com Ele), agradável (a Ele), para entrar entre os Seus servos, em Seu jardim." (89-27:30).

 

 

 

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