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12/06 - PELO FIM DO BLOQUEIO DE ISRAEL À FAIXA DE GAZA

Apesar da chuva e do forte frio, mais de uma centena de manifestantes se concentraram, sexta-feira à tarde (11 de junho), na Praça Santos Andrade, no centro de Curitiba, para protestar contra o bloqueio de Israel ao território palestino de Gaza. O ato foi organizado pelo Comitê Árabe-Brasileiro de Solidariedade, em conjunto com as mais de 20 entidades que o integram ativamente.

O ato lembrou, também, os 11 dias desde que Israel atacou e matou 9 ativistas internacionais que levavam ajuda humanitária a Gaza, além de ferir dezenas, alguns gravemente. “Repudiamos este ato covarde e assassino do Estado de Israel e exigimos o levantamento incondicional do bloqueio a Gaza, na Palestina, que já dura três anos e que ameaça provocar uma verdadeira tragédia humanitária”, dizia manifesto distribuído no ato.

 Gaza, estreita faixa de terra ao sul da Palestina, fronteiriça ao Egito, está totalmente bloqueada por Israel desde 2007. Com isso, os mais de 1,5 milhão de habitanbtes de Gaza – maior concentração populacional do mundo – não têm alimentos, água potável, medicamentos, outros insumos essenciais e não podem sair ou entrar do território, mesmo que para tratamento de saúde. A ONU e dezenas de entidades globais de assistência humanitária já alertaram que, a persistir o bloqueio ilegal e criminoso de Gaza, uma tragédia humana de grandes dimensões está anunciada.

 A situação se agravou dramaticamente a partir do final de 2008 e janeiro de 2009, quando Israel atacou indiscriminadamente o território, matando perto de 1500 pessoas, quase todas civis, dentre elas centenas de crianças, feriu ou mutilou outras dezenas de milhares, muitas gravemente, e destruiu praticamente toda a infra-estrutura de Gaza. Todos os hospitais e escolas foram total ou parcialmente destruídos, além de ter sido destruído ou seriamente danificado todo o sistema de água e esgoto que abastecia a população. Tão grave quanto foram os danos causados às residências. Segundo dados da ONU, perto de metade das residências foram destruídas ou seriamente danificadas, a ponto de impedir que seus residentes as habitem.

 Como Israel não permite, também, a entrada de cimento e outros insumos destinados à construção civil, mais da metade da população de Gaza mora nos escombros ou em tendas improvisadas, aumentando o drama da popualação civil.

 Os palestinos e a comunidade internacional, que exigem o levantamento incondicional do bloqueio, já falam em uma tragédia humana sem precedentes em Gaza, a primeira na história humana anunciada e provocada pelo bloqueio ilegal de um estado (Israel) a um povo inteiro. Como exemplo, citam-se a destruição quase que total da economia palestina, com perto de 70% da força de trabalho desempregada ou subempregada e ao redor de 15%, podendo chegar a 20%, o contingente de crianças cronicamente desnutridas devido à falta de comida e água potável. Destas, de acordo com recente informe da ONU, a maioria chegará à idade adulta com sequelas irreversíveis.

 Israel, que até hoje não cumpriu nenhuma das quase duas centenas de resoluções da ONU relativas à questão palestiva, já foi condenada tanto pelo Conselho de Segurança quanto pela Assembléia Geral do mesmo organismo devido ao bloqueio. Na última semana, após o ataque ao combio humanitário e o assassinato de 9 de seus ativistas, Israel sofreu nova derrota na ONU, que além de condenar o ataque, determinou que o Estado Judeu levante incondicionalmente o bloqueio, o que até agora não fez.

 O documento assinado pelas entidades organizadoras afirma que “somente com a pressão da comunidade internacional, tanto de parte dos governos quantos dos povos, será capaz de fazer Israel retroceder de sua atual política de destruição do processo de paz na Palestina e, assim, de concretizar-se a criação de um Estado Palestino viável economica e territorialmente”. Para os organizadores, será esta mesa pressão internacional que fará parar “a sanha assassina de Israel, que vem promovendo, seja pela morte lenta, seja pela violenta, uma verdadeira limpeza étnica em toda a Palestina”.

COMITÊ ÁRABE-BRASILEIRO DE SOLIDARIEDADE:

Instituto Brasileiro de Estudos Islâmicos-IBEI, Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz - CEBRAPAZ-PR, Federação Árabe Palestina do Brasil-FEPAL, União de Negros e Negras pela Igualdade-UNEGRO, Coordenação dos Movimentos Sociais-CMS, Comissão Pastoral da Terra-CPT, Sociedade Árabe Brasileira Beneficente-SABB, Centro de Pesquisa e Apoio aos Trabalhadores-CEPAT, Mesquita Imam Ali ibn Abi Tálib, União Brasileira de Mulheres-UBM, Instituto Reage Brasil, Associação Cultural Sírio Brasileira do Paraná, Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil-CTB, Federação dos Trabalhadores nas Indústrias do Paraná-FETIEP, Associação de Moradores de São José dos Pinhais, Jornal Água Verde, PcdoB, PSOL, Articulação de Esquerda-PT, PCB, Central Única dos Trabalhadores – CUT, Instituto de Pesquisa Afro-Brasileira – IBAF, Movimento PelaTerceira República Espanhola – MTRE, Partido BASS, Sindicato dos Trabalhadores dos Correios e Telecomunicações, APP – Sindicato, APP – Sindicato Núcleo Curitiba Sul).

Venha para esta luta! Contate pelo e-mail urgentepalestina@googlegroups.com.

 

 

 

 

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