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05/06 -
ATO EM MANAUS (AM) REPUDIA ATAQUE
Manifestantes realizaram, nesta sexta-feira (04/06), em Manaus (FOTO), um ato para repudiar o ataque terrorista de Israel a uma frota de barcos que levava ajuda humanitária à Faixa de Gaza. Os participantes também exigiram o fim do bloqueio a este território palestino onde vivem mais de 1,5 milhões de pessoas. O protesto foi convocado por entidades árabes, muçulmanas, partidos políticos, sindicatos e de movimentos de mulheres. Aproximadamente 120 pessoas ocuparam o cruzamento de duas das mais importantes vias do centro da cidade, a Avenida Eduardo Ribeiro e Avenida Sete de Setembro, para denunciar o massacre israelense. Os manifestantes portavam faixas, cartazes - alguns em inglês - e bandeiras da Palestina, do Brasil e da Turquia (país que mais teve mortos no ataque), assim como bandeiras de Israel com uma suástica (símbolo usado pelos nazistas). “Israel está matando o povo palestino lentamente. Queremos denunciar a política racista que tem causado prejuízos a toda nação palestina”, disse Umaia Ismail, militante do PCdoB e dirigente da União Brasileira de Mulheres (UBM). O senador João Pedro (PT-AM) destacou que o governo do presidente Lula condenou energicamente o ataque de Israel. Ele salientou que a opressão na Palestina não pode continuar mais. “O Brasil deve lutar para acabar com o bloqueio à Faixa de Gaza e o sofrimento do povo palestino”, falou. Para o representante da comunidade libanesa e membro da Associação Muçulmana do Amazonas (AMA), Anwar Assi, o que aconteceu na madrugada do último dia 31 de maio, quando Israel atacou o comboio humanitário, foi um ataque terrorista deliberado planejado e praticado pelo regime sionista. Ele lembrou que nos barcos haviam 60 jornalistas de várias nacionalidades, sendo que um deles, o turco Cevdet Kiliçlar, foi morto pelas balas israelenses. Membro da diretoria do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Amazonas, Anwar Assi lamentou o comportamento de setores da mídia brasileira que estão tentando minimizar o fato e colocar o regime nazista israelita como vítima. “Como jornalista jamais poderia me omitir diante de tão vergonhosa cumplicidade de alguns veículos de comunicação com a selvageria israelense. Esses veículos não usam os termos exatos para descrever o ataque ao comboio humanitário. O que aconteceu foi um massacre covarde resultante de um ataque terrorista levado a cabo na escuridão da noite por comandos israelenses contra civis indefesos dentro de barcos que estavam em águas internacionais só porque queriam levar alimentos, remédios e material escolar para a população oprimida da Palestina. Não basta só condenar. É preciso punir os culpados para que estes crimes não voltem nunca mais a serem praticados”, afirmou Anwar Assi. No final do ato, os manifestantes pisotearam e queimaram uma bandeira israelense como forma de expressar repúdio pela política assassina do regime israelense.
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