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21/01 -
INTOLERÂNCIA RELIGIOSA É TRISTE REALIDADE
Hoje é o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa. A data, que está sendo celebrada pela segunda vez no Brasil, foi escolhida em homenagem à Dona Gilda, mãe de santo na Bahia. A Religião Islâmica tem sido vítima de uma campanha difamatória sistemática de grandes veículos de comunicação no Brasil, como redes de televisão, jornais e revistas de grande circulação nacional. Esta campanha, orquestrada e executada por empresas que deveriam respeitar a diversidade religiosa e uma crença que foi fundamental para a consolidação do desenvolvimento do Ocidente, procura disseminar entre a população brasileira a visão falsa de que o Islã é intolerante e violento. De acordo com o IBGE, os brasileiros se declaram praticantes de mais de 30 religiões diferentes. A criação do dia de combate à intolerância religiosa está sendo visto como um passo importante para o debate. A diversidade é uma das nossas grandes riquezas e precisamos estimular na sociedade a convivência pacífica dentro das diferenças “, afirma Perly Cipriano”. As religiões de matriz africana são historicamente as que enfrentam o maior preconceito e discriminação no Brasil e seus praticantes são motivo de todos os tipos de chacota nas mais diversas áreas da sociedade. Em alguns lugares do Brasil, ainda é necessária a autorização da Delegacia de Polícia para o pleno funcionamento dos cultos de matriz africana (candomblé, umbanda entre outros). A cartilha Diversidade Religiosa e Direitos Humanos, editada em 2003 pela SEDH/PR, ensina que invadir terreiros; desrespeitar a espiritualidade dos povos indígenas ou tentar impor a eles a visão de que sua religião é falsa; agredir ciganos devido à sua etnia ou crença é intolerância, essas discriminações contra religiões contrariam a Declaração Universal dos Direitos Humanos e a Constituição Brasileira. Cipriano conta que, entre as propostas a serem apresentadas na reunião, está o agendamento de encontro com Fóruns de Procuradores Públicos para estudar formas de interpelar judicialmente, entre outros, os meios de comunicação que difundem a intolerância. “Estamos trabalhando para auxiliar as entidades da sociedade civil a começarem a agir por meio de ações judiciais reparadoras”, explica ele. “O Brasil, ao contrário de outros paises, é novo e os preconceitos não estão tão arraigados”, conclui.
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