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O CRIMINOSO SHIMON PERES

Por Anwar Assi* 

No dia 18 de abril de 1996, o mundo foi ultrajado com um dos massacres mais covardes da história recente da humanidade: o praticado pela entidade genocida israelita que matou mais de 100 pessoas dentro de uma base da ONU (Organização das Nações Unidas) na cidade de Qana, no Sul do Líbano.

 

"O bombardeio começou às 14 horas e durou cerca de 30 minutos. Pedimos repetidamente que Israel parasse de atacar, avisando que tínhamos vítimas civis. De nada adiantou. Eles sabiam perfeitamente que a base abrigava civis", disse na época Timur Goksel, então porta-voz da ONU.

 

Naquele mesmo dia, pela parte da manhã, o terror judaico já havia ceifado a vida de nove pessoas da mesma família, na cidade de Nabatieh, entre elas oito crianças, incluindo a pequena Nur, com apenas alguns dias de vida.

 

Os dois massacres ocorreram durante os dias 16 dias de agressões israelitas que deixaram mais de 150 libaneses mortos e outros 350 feridos. 

 

A barbárie judaica contra os libaneses foi ordenada pelo então primeiro-ministro de Israel e atual presidente desta entidade nazista, Shimon Peres, que dois anos antes, pasmem, havia recebido o Prêmio Nobel da Paz (não são poucas as vozes hoje que querem a retirada da concessão deste prêmio de Shimon Peres).

 

Shimon Peres acreditava que o derramamento do sangue das crianças e mulheres libanesas iria lhe render votos nas eleições previstas para maio de 1996. As pesquisas indicavam que ele perderia o pleito, por isso, decidiu atacar na tentativa de reverter o quadro eleitoral desfavorável.

 

Após o fim da carnificina, Shimon Peres não havia acabado com a Resistência Libanesa e nem conseguiu vencer as eleições.  (Quem quiser saber mais sobre este episódio pode acessar este link e ler um artigo que escrevi sobre o assunto no meu blog: leiturafranca.blogspot.com/2009/04/massacres-de-vinhas-da-ira-jamais.html

 

Pois este verme (não consigo encontrar outro termo para descrever tão satânica criatura) sionista Shimon Peres chegou, nesta terça-feira, ao Brasil, para uma estadia de cinco dias.

Recepção calorosa

Já no primeiro dia de sua chegada, Shimon Peres foi recebido pelo Ministro da Defesa, Nelson Jobim, e por parlamentares do tão "respeitado" Congresso Nacional. Na quarta-feira, será recebido pelo presidente Lula (este e a candidata dele perderam meu voto) para assinar vários acordos.

 

No Legislativo Federal, onde vários deputados e senadores obtiveram uma vaga com a ajuda dos votos dos árabes e muçulmanos brasileiros,  o assassino genocida Shimon Peres teve uma recepção calorosa.

 

Foi recebido por "canalhas" da laia de Fernando Collor de Mello (aquele que confiscou a poupança dos brasileiros e sofreu o impeachment), José Sarney (que é acusado de uma lista longa de corrupção), Michel Temer, e pelo porta-voz do sionismo na Câmara dos Deputados, Marcelo Itagiba, parlamentar que nutre posições racistas contra árabes e iranianos.

 

No Congresso, Shimon Peres fez um discurso patético cheio de palavras sedutoras (incluisive falando de Carnaval, futebol e até Jorge Amado na tentativa de conquistar a mente e o coração dos brasileiros) repetindo alegações que os judeus nunca acreditaram como a de que Israel não é inimiga dos muçulmanos e do desejo da paz com os palestinos.

 

Pura mentira. Israel e os judeus são hoje os maiores assassinos de muçulmanos, incluindo muitas mulheres, jovens e crianças. Israel e os judeus são os maiores usurpadores de terras dos muçulmanos. Israel e os judeus são os maiores incentivadores do preconceito e ódio contra os muçulmanos (foram os judeus os primeiros que começaram com este história de lançar pedaços de porcos nas mesquistas). Israel e os judeus são hoje os maiores carcereiros e torturadores de muçulmanos.

 

O pior dessa história, é que todas as mentiras de Shimon Peres foram ditas diante de um público passivo, sem que nenhum senador (a) ou deputado (a) ali presentes questionasse as violações dos direitos humanos que Israel comete contra a população árabe, o cerco desumano que o terror judaico leva a cabo na Faixa de Gaza e que já ceifou dezenas de vida, os massacres e o genocídio que os judeus praticaram no Líbano e na Palestina, nem lembraram de denunciar o muro do apartheid que Israel constrói no momento em que o mundo comemora dos 20 anos da queda de outro muro vergonhoso, o de Berlim.

 

O mesmo silêncio criminoso tem a imprensa no Brasil que não mostra e nem questiona os crimes judaicos. Ao contrário, alguns veículos de comunicação chegaram a dizer que o terrorista Shimon Peres veio combater o terrorismo e lutar contra o que chamaram de forma safada de "infiltração iraniana" na América Latina, em alusão as relações de amizade que o Irã mantém com vários países da região, incluindo o Brasil.

Os insultos de José Sarney

Durante sessão solene no Congresso Nacional, o presidente do Senado, José Sarney, ignorou os massacres perpetrados pelo líder israelita e classificou o verme terrorista judeu, Shimon Peres, de "humanista" e de "estadista".

 

"Sua presença no Brasil supera a importância institucional, pois trata-se de uma das maiores personalidades da atualidade, devido, principalmente, a sua luta pela construção da paz".

 

Um absurdo sem fim, ainda mais porque José Sarney é conhecedor dos crimes de Israel e de Shimon Peres. Porém o que mais dói neste episódio é que alguns anos atrás, José Sarney esteve no Líbano, país que sofreu e continua sofrendo com o terrorismo israelita judaico.

 

Naquela ocasião, José Sarney recebeu uma recepção calorosa dos libaneses, incluindo, a de muitas crianças que foram as ruas das cidades por onde ele passou.

 

Este "humanista" e grande figura da atualidade, segundo a boca suja de José Sarney, é responsável por atacar e agredir com seu exército covarde muitas destas crianças que um dia receberam com o coração aberto o atual presidente do Senado, quando este foi ao Líbano. Vergonha para você, José Sarney, e para você Michel Temer, que como descendente de libaneses deveria ter denunciado os crimes de Israel no Oriente Médio, ao invés de exaltar esta entidade criminosa e nazista.

Estadista de chiqueiro

O lixo assassino Shimon Peres aproveitou também a oportunidade no legislativo brasileiro para, em um ato deselegante típico de um vagabundo de terceira categoria, atacar o Irã, país que mantém boas relações com os brasileiros e cujo presidente está próximo de chegar ao Brasil com uma comitiva grande de empresários para fechar negócios que serão benefícos tanto o para o povo brasileiro quanto para o iraniano.

 

Aliás, nunca tinha visto um presidente vir ao Brasil para tentar sabotar a vinda de outro presidente. O vagabundo terrorista judeu Shimon Peres foi o primeiro a praticar tamanha ignomínia. Com certeza, ato de um estadista (termo usado por José Sarney) de última categoria, de um estadista de chiqueiro.

* Anwar Assi é jornalista em Manaus (AM) e colaborador, entre outras publicações e veículos eletrônicos, do IBEI.

 

 

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